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quarta-feira, 11 de maio de 2011

"Lonely Hearts Club" de Elizabeth Eulberg






Título: Lonely Hearts Club
Tradução de: The Lonely Hearts Club
Autora: Elizabeth Eulberg
Editora: Intrínseca
Ano: 2011
 
 
 
 
       Penny Lane Bloom cansou de tentar, cansou de ser magoada e decidiu: homens são o inimigo. Exceto os únicos quatro caras que nunca decepcionaram uma garota — John, Paul, George e Ringo. E foi justamente nos Beatles que ela encontrou uma resposta à altura de sua indignação: Penny é fundadora e única afiliada do lonely hearts club — o lugar certo para a mulher que não precisa de namorados idiotas para ser feliz. Lá, ela sempre estará em primeiro lugar, e eles não são nem um pouco bem-vindos. O clube, é claro, vira o centro das atenções na escola McKinley. Penny, ao que tudo indica, não é a única aluna farta de ver as amigas mudarem completamente (quase sempre, para pior) só para agradar aos namorados, e de constatar que eles, na verdade, não estão nem aí para elas. Agora, todas querem fazer parte do lonely hearts club, e Penny é idolatrada por dezenas de meninas que não querem enxergar um namorado nem a quilômetros de distância. Jamais. Seja quem for. Mas será realmente que nenhum carinha vale a pena?
 
 
 
 
           Pessoas queridas, como é bom se encantar por um YA que não seja da categoria fantasia, ainda mais quando tem tanta porcaria sendo escrita por aí ( e o que é pior, sendo publicada ).
           Que livro do sonhos é "Lonely Hearts Club"! É romântico sim, é fofo sim, mas nada piegas e cafona. Eu amei a Penny Lane e como ela se transformou no decorrer da estória. Acho que mais legal ainda é ter amado as personagens secundárias também. Os pais "beatlemaníacos" da Penny, o "Grande Idiota Tapado" Nate, as meninas do clube ( todas elas, e olha que eram muitas! ), principalmente a Diane e a Tracy; o Ryan, a Rita e por aí vai.

            Depois de falar dos personagens, resta dizer que a narrativa em primeira pessoa da Elizabeth Eulberg é muito boa. Com tantas histórias se fundindo e muitas reviravoltas, nada ficou perdido no caminho, na minha opinião pelo menos. E como as garotas vão se identificar com essa narrativa! Eu, que nem estou mais no ensino médio ( eufemismo perfeito para minha idade, hahaha ), me lembrei de como as coisas funcionavam se alguma amiga arrumasse um namorado. Até eu mesma. Era abandono de melhores amigas na certa! E como algumas garotas se esquecem de se arrumar para elas mesmas e se arrumam para agradar o namorado, perdem suas identidades... O Lonely Hearts Club, fundado por Penny, é mais do que um clube para meninas com o coração partido.

           Agora falando do Beatles ( yay Fernanda Reis, Mônica Bento e Mariana Azevedo! ). Eu não sou aquela fã, mas eu sempre digo que é porque eu não conheço muito dos Beatles, e, o que eu conheço até agora eu gosto muito. Entre os capítulos do livro tem várias citações de músicas com as quais o capítulo vai se identificar. Achei muito boa a escolha das músicas, afinal não dava para colocar todo o repertório dos Beatles no livro. E também tem vários momentos musicais em meio às reviravoltas na vida de Penny Lane e sua turma, rsrs. Não pude não lembrar de um momento fofo meu com o marido, que permitiu que o caso fosse contado, quando estávamos começando a namorar, num show da banda cover Hocus Pocus, na Universidade Federal de Viçosa, quando dançamos "While My Guitar Gentle Weeps" juntinhos. Awwwwwnnn.

           Então, CINCO estrelas brilhantes na calçada da fama para o livro "Lonely Hearts Club". Lindo, mágico, engraçado, romântico e tudo de bom.

               PS: Esqueci de contar que meus padrinhos e madrinhas de casamento entraram na igreja ao som de "With a Little Help from My Friends" !!!!

               Perdão pela post tão pessoal, gente! Fiquei emocionada com o livro :-\

               Beijo da Marcia

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

"A Rainha da Fofoca" de Meg Cabot









Título: A Rainha da Fofoca
Tradução de: Queen of Babble
Autora: Meg Cabot
Editora: Galera Record
Ano: 2006



   Lizzie Nichols tem um problema. Ela não consegue ficar de boca fechada e sempre acaba se metendo em confusão. Mas parece que dessa vez tudo vai dar certo. Assim que pegar o diploma da faculdade, ela poderá embarcar para Londres e curtir as férias ao lado do namorado inglês. Só que as coisas não saem como planejadas. Ela tem uma monografia pela frente, e basta pisar em solo britânico para perceber que o namorado não é exatamente como ela se lembrava...
   Agora ela está presa em um país estranho com uma passagem que não pode ser trocada nem ressarcida. Mas nem tudo está perdido. Sua melhor amiga, Shari, está no sul da França, ajudando o namorado, Chaz, na organização de casamentos em um castelo do século XVII. Lizzie não hesita e embarca em um trem a caminho do lindíssimo Château Mirac, propriedade de um amigo de Chaz, que, aliás, é um gato. Mas lá, graças a sua incrível habilidade de não fechar a boca, apronta novamente e precisa descobrir um jeito de provar que pode usar sua boca grande para salvar o dia.



    Meu último livro a entrar na caixa de mudança! Bom, agora tô sem nada pra ler até chegar na casa nova. 

   Certamente eu não esperava nada parecido com o que li. "A Rainha da Fofoca" não é um livro muito inocente. Apesar da personagem principal, Lizzie, ter 22 ou 23 anos, ela vive experiências bem diferentes das personagens "teenagers" de Meg Cabot. Ela é jovem, mas está vivendo sua formatura na faculdade, seu namoro com um cara que ela só viu uma única vez, e está disposta a tudo para aproveitar bastante todas as coisas novas que vierem, exceto se mudar para uma cidade grande.

   Lizzie acabou de se formar em História da Moda, mas é tão distraída que não sabia que tinha que apresentar uma monografia de fim de curso. Agora ela "finge" pra todo mundo que realmente se formou e sai em viagem para a Europa enquanto escreve sua monografia pelo caminho. O legal é que antes de cada capítulo, a autora coloca um pedaço da monografia de Lizzie, que é totalmente não-acadêmica, já que ela escreve tudo dando sua opinião e até inventa informações com base no que ela acha que aconteceu durante todas as fases da história. Hilário.

   Bem, Lizzie não é exatamente uma fofoqueira. Já conheci pessoas muito piores do que ela. Na maioria das vezes ela esculaxa as pessoas em pensamento, principalmente no que diz respeito ao que elas estão vestindo. Como  a jaqueta vermelha estilo "Michael Jackson" que seu namorado está usando quando vai buscá-la no aeroporto em Londres. Só faltou a coitada morrer de vergonha alheia, mas ela não falou nada pra ele. Ela abre a boca mesmo é pra falar sobre ela mesma com um completo estranho dentro do trem no qual ela fugiu de Andy, que não era bem do jeito que ela pensava que fosse. Então, quando ela chega no castelo francês - onde sua amiga Shari está hospedada e havia dito que Lizzie poderia procurá-la lá se acontecesse algo errado - começa a dar sua opinião sobre tudo que as pessoas falam. Aí ela se torna um pouco intrometida, mas com boas intenções...rsrs

  Achei o livro picante porque a personagem principal conta sua vida íntima com detalhes. Tanto para o leitor quanto para o tal cara estranho no trem. Ficou tudo explícito demais e eu me assustei, porque sou bem puritana quanto a certos assuntos. Acho que ninguém precisa ficar sabendo de detalhes da vida de ninguém, mas esse tipo de cena é cada vez mais comum nos YA books, só que eu não esperava que em um livro da doce Meg Cabot...hehehe. Entretanto não é nada demais se comparado com as histórias da Marian Keyes, que continuam sendo ótimas com ou sem tais cenas.

  O importante é dizer que Lizzie é uma garota engraçada, e que, torci por ela em cada situação que ela enfrentava. E temos o mesmo vício em comum: Coca Cola Light! Aí que eu gostei dela mesmo.

   Narrativa gostosa de ler, bem fluída, com um enredo diferente, que se passa em lindas paisagens francesas e que vale a pena ser lido.

   CINCO estrelas para "A Rainha da Fofoca", que tem continuação já lançada no Brasil (A Rainha da Fofoca em Nova York), também pela Galera Record.