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sexta-feira, 15 de abril de 2011

"Quando cai o raio" de Meg Cabot







Título: Quando cai o raio
Tradução de: When lightning strikes
Autora: Meg Cabot
Editora: Galera Record
Ano: 2011




        Quando cai o raio, isso só pode significar problemas - como Jessica Mastriani descobre ao ser pega de surpresa com sua melhor amiga Ruth em uma tempestade. Não que Jess tentasse evitar confusões, pelo contrário. Afinal, ela sempre acaba envolvida em brigas com o time de futebol e presa na detenção por meses sem fim...
       Pelo menos isso tinha seus pontos positivos, como se sentar ao lado de Rob, o motoqueiro mais gato da escola!
      Mas dessa vez o problema é sério... Porque, de alguma maneira, ao voltar para casa sob aquela tempestade, Jessica se vê com um talento inédito. Um incrível poder que pode ser usado para o bem... ou para o mal.





       Muito bom estar de volta com resenha de livro da Meg! Depois de uma temporada lendo livros em inglês, devorei "Quando cai o raio" em dois dias, enquanto de férias aqui na deliciosa Diamantina-MG. 

      No primeiro volume da série "Desaparecidos", Meg Cabot nos traz o relato da adolescente Jess, que foi atingida por um raio e de repente começou a sonhar sobre o paradeiro de pessoas desaparecidas. 

      Com muito bom humor e desenvoltura, Jess narra os acontecimentos que seguiram à queda do raio. Enquanto descreve sua rotina de escola, confusões, horas na detenção, paixonite e relacionamento familiar, Jessica deixa transparecer seus sentimentos e conflitos interiores, e, o que era para ser um relato objetivo, destinado ao FBI, se transforma em um tipo de diário pessoal. 

       Sem querer entregar nenhuma surpresa da estória, vou falar sobre os pontos positivos e negativos do livro. Primeiro quanto à narrativa: em primeira pessoa, desde o início explicada como sendo um relato ou "declaração" de Jessica, que é uma ótima narradora, já que sempre entrega seus pensamentos e sentimentos mais íntimos, fazendo o leitor rir muito. Jess é espontânea e isso faz sua narrativa ser leve mesmo quando ela trata de assuntos sérios. Me apaixonei por mais essa protagonista criada pela Meg!

        Os demais personagens também contam como ponto positivo para o desenvolvimento da narrativa. Os irmãos de Jessica, seus pais, sua melhor amiga, o pessoal da detenção, a atendente do "disque-desaparecidos". Acho que a maneira como Jessica os introduz em seu relato faz com que gostemos mais de alguns e menos de outros. Com isso quero dizer que é a Jessica, com seu jeitinho, que faz todos parecerem importantes, não a autora do livro, se é que vocês me entendem. 

         Me parece que os únicos pontos negativos são que vou ter que esperar pela continuação da trama, e que, como o livro original foi lançado nos EUA em 2001, é uma sacanagem eu só ter descoberto essa série em 2011! Um ultraje! 

          Lá vai a Meg Cabot me levando todos os elogios e estrelinhas possíveis... de novo!








terça-feira, 7 de dezembro de 2010

"A Rainha da Fofoca" de Meg Cabot









Título: A Rainha da Fofoca
Tradução de: Queen of Babble
Autora: Meg Cabot
Editora: Galera Record
Ano: 2006



   Lizzie Nichols tem um problema. Ela não consegue ficar de boca fechada e sempre acaba se metendo em confusão. Mas parece que dessa vez tudo vai dar certo. Assim que pegar o diploma da faculdade, ela poderá embarcar para Londres e curtir as férias ao lado do namorado inglês. Só que as coisas não saem como planejadas. Ela tem uma monografia pela frente, e basta pisar em solo britânico para perceber que o namorado não é exatamente como ela se lembrava...
   Agora ela está presa em um país estranho com uma passagem que não pode ser trocada nem ressarcida. Mas nem tudo está perdido. Sua melhor amiga, Shari, está no sul da França, ajudando o namorado, Chaz, na organização de casamentos em um castelo do século XVII. Lizzie não hesita e embarca em um trem a caminho do lindíssimo Château Mirac, propriedade de um amigo de Chaz, que, aliás, é um gato. Mas lá, graças a sua incrível habilidade de não fechar a boca, apronta novamente e precisa descobrir um jeito de provar que pode usar sua boca grande para salvar o dia.



    Meu último livro a entrar na caixa de mudança! Bom, agora tô sem nada pra ler até chegar na casa nova. 

   Certamente eu não esperava nada parecido com o que li. "A Rainha da Fofoca" não é um livro muito inocente. Apesar da personagem principal, Lizzie, ter 22 ou 23 anos, ela vive experiências bem diferentes das personagens "teenagers" de Meg Cabot. Ela é jovem, mas está vivendo sua formatura na faculdade, seu namoro com um cara que ela só viu uma única vez, e está disposta a tudo para aproveitar bastante todas as coisas novas que vierem, exceto se mudar para uma cidade grande.

   Lizzie acabou de se formar em História da Moda, mas é tão distraída que não sabia que tinha que apresentar uma monografia de fim de curso. Agora ela "finge" pra todo mundo que realmente se formou e sai em viagem para a Europa enquanto escreve sua monografia pelo caminho. O legal é que antes de cada capítulo, a autora coloca um pedaço da monografia de Lizzie, que é totalmente não-acadêmica, já que ela escreve tudo dando sua opinião e até inventa informações com base no que ela acha que aconteceu durante todas as fases da história. Hilário.

   Bem, Lizzie não é exatamente uma fofoqueira. Já conheci pessoas muito piores do que ela. Na maioria das vezes ela esculaxa as pessoas em pensamento, principalmente no que diz respeito ao que elas estão vestindo. Como  a jaqueta vermelha estilo "Michael Jackson" que seu namorado está usando quando vai buscá-la no aeroporto em Londres. Só faltou a coitada morrer de vergonha alheia, mas ela não falou nada pra ele. Ela abre a boca mesmo é pra falar sobre ela mesma com um completo estranho dentro do trem no qual ela fugiu de Andy, que não era bem do jeito que ela pensava que fosse. Então, quando ela chega no castelo francês - onde sua amiga Shari está hospedada e havia dito que Lizzie poderia procurá-la lá se acontecesse algo errado - começa a dar sua opinião sobre tudo que as pessoas falam. Aí ela se torna um pouco intrometida, mas com boas intenções...rsrs

  Achei o livro picante porque a personagem principal conta sua vida íntima com detalhes. Tanto para o leitor quanto para o tal cara estranho no trem. Ficou tudo explícito demais e eu me assustei, porque sou bem puritana quanto a certos assuntos. Acho que ninguém precisa ficar sabendo de detalhes da vida de ninguém, mas esse tipo de cena é cada vez mais comum nos YA books, só que eu não esperava que em um livro da doce Meg Cabot...hehehe. Entretanto não é nada demais se comparado com as histórias da Marian Keyes, que continuam sendo ótimas com ou sem tais cenas.

  O importante é dizer que Lizzie é uma garota engraçada, e que, torci por ela em cada situação que ela enfrentava. E temos o mesmo vício em comum: Coca Cola Light! Aí que eu gostei dela mesmo.

   Narrativa gostosa de ler, bem fluída, com um enredo diferente, que se passa em lindas paisagens francesas e que vale a pena ser lido.

   CINCO estrelas para "A Rainha da Fofoca", que tem continuação já lançada no Brasil (A Rainha da Fofoca em Nova York), também pela Galera Record.